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AMPLA VISÃO| O futuro indefinido do Democratas no MS

PERGUNTA-SE: Qual o rumo do Democratas no MS? Caminhará com as próprias pernas? Suas lideranças unidas? Tudo vai depender dos projetos dos seus líderes e das decisões do presidente nacional da sigla, AC Neto – pré-candidato ao governo da Bahia, do cenário indefinido e do futuro partido de Bolsonaro. O processo eleitoral vem ‘de cima pra baixo’.

TEREZA CRISTINA: Não pode ficar contra Bolsonaro. Para se viabilizar ao Senado precisa costurar alianças com nomes fortes eleitoralmente. Antes ela vai saber de ACM Neto qual o rumo que o DEM seguirá na nacional. Dependendo, iria para o Patriotas, PP ou PL. Equação que exigirá astúcia e sorte. Difícil a ida dela para o MDB que já sinaliza apoio à candidatura Lula.

NA SALA DE ESPERA: Ex-ministro Luiz H. Mandetta não compartilha dos anseios de Tereza Cristina, do vice-governador Murilo Zauith e dos deputados José Teixeira e José C. Barbosa. Os dois últimos, próximos a ministra e ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) - de notória afinidade com o governador paulista João Dória (PSDB). Complicado o quadro!

‘DIÁSPORA’: Há em todos partidos! Antes mesmo da janela partidária (em março) o DEM já perdeu o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, deputado Rodrigo Maia, prefeito do Rio Eduardo Paes e Rodrigo Garcia (vice-governador de SP). É o troca troca. O ex-governador Geraldo Alckmin sairá do PSDB rumo ao DEM ou PSD para disputar o governo paulista.

IDEOLOGIA? “Non mas!”, como diz o ‘crupiê’ da roleta do cassino de Ponta Porã. A chegada ao poder exige tolerância, amnésia e incoerência. As eleições mostram cruzamentos de incríveis ‘animais políticos’ de diferentes espécies. Cumplice e vítima desta tramoia, o eleitor é também o julgador neste tribunal como parte do universo democrático.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB); em alta; articulou a aprovação do pacote de benefícios do Governo; anunciou liberação de 50% do 13º salários dos funcionários da Casa. Zé Teixeira (DEM): pede melhorias para Caarapó, Itaporã e Rio Brilhante; comemora licitação da reforma de escola em Itaporã. José C. Barbosa (DEM): liderou grupo de produtores rurais no encontro com o Secretário Eduardo Riedel; pede fila zerada da promoção dos agentes de segurança pública. Lucas de Lima (SOL): quer isenção de taxas na 2ª. via do RG dos atingidos pela pandemia e beneficiários de programas sociais; tem projeto de apoio emocional às vítimas do Covid. Capitão Contar (PSL): pede isenção das bandeiras tarifárias na energia e combustíveis; aprovado na Comissão de Justiça o projeto priorizando o setor de alimentos na pandemia.

AVALIAÇÃO do presidente Bolsonaro em 163 cidades, entre 3 e 7 de julho, pelo Instituto Ranking de Pesquisas; 26,00% - Bom e ótimo; 20,17% - regular; 51,10% -Ruim e péssimo – 2,73% não sabem e não responderam. Ao leitor cabe as conclusões.

BOBAGENS: Resistem no ‘Brasil de meu Deus’. Em Bocaiuva do Sul (PR) o prefeito proibiu a venda de anticoncepcionais e camisinhas alegando baixo índice de natalidade da cidade de 9 mil habitantes . Já a lei federal 9.605/98 prevê o agravamento de penas para os crimes ambientais nos domingos e feriados sob a justificativa de que há menos fiscais trabalhando.

SANGRIA: Sob os holofotes da CPI em curso é notório o objetivo de promoção. Não há inocentes no cenário. Alguns deles de condutas incompatíveis com a função. Eles apostam na longevidade da ‘novela’ para desgastar o Governo e ocuparem espaços na mídia. O show comandado pelo formidável senador Renan Calheiros deve ir longe.

MEIA VOLTA? Pontuando fraco nas pesquisas a Senadora Simone Tebet já é tida como postulante a Câmara Federal. A notícia de que ela até poderia sair candidata ao Planalto, é sintoma de tentativa de ‘sair por cima’, na moral, da vida pública. Distante das bases interioranas perde o espaço para a ministra Tereza Cristina. É o dinamismo da política.

AÇÕES & DEPUTADOS: Marçal Filho (PSDB): em 1ª. discussão aprovado seu projeto de ‘Conscientização/prevenção do Câncer Colorretal’; ativo nas sessões virtuais. Gerson Claro (PP): na CCJR relatou emenda à LDO elevando em até 40% o limite orçamentário, preservando a saúde fiscal do Estado. Evander Vendramini (PP): seu projeto prevê o resgate de valores da bandeira estadual; atento a política de prevenção e combate aos incêndios no Pantanal. Mara Caseiro (PSDB);requer drenagem no Km 23 da BR-060 (Chapadão do Sul) para evitar novos acidentes; pede reforma na praça 1º de Maio de Caracol. Pedro Kemp (PT): comandou proveitosa audiência pública virtual em parceria com o Conselho Regional de Psicologia.

DIFERENÇAS: Nos ‘USA’, o vice presidente preside o Senado. Aqui tem a função de ‘esperar’ ou conspirar. Lá, se o presidente vai ao exterior ele não passa o cargo ao vice. Só transmite o cargo em caso de real impedimento, como numa cirurgia em que o presidente recebe anestesia geral, e por momentos fica sem condições de responder pela chefia do país.

ENQUANTO isso aqui – no caso do presidente da república se ausentar do país abrem-se as cortinas para o espetáculo vaidoso do poder temporário. Podem assumir: o Vice presidente, presidente da Câmara, presidente do Senado e o presidente do STF. Todos eles não eleitos para o maior cargo em importância do país. Esquisito não?!

RIDÍCULO: Em 1989 o presidente José Sarney foi ao Japão e o deputado Paes de Andrade (presidente da Câmara) assumiu. Ele foi numa comitiva com 66 pessoas para inaugurar uma agência bancária em Mombaça (CE) sua terra Natal. Até Fortaleza a viagem foi no Boeing Presidencial e depois em ‘Búfalos’ - da FAB. A pista de terra foi prolongada em poucos dias para receber o ‘filho ilustre’. Uma festa!

TRAUMAS: Lembro os casos de José Serra (PSDB); após 15 meses de gestão ( 2006) deixou a prefeitura paulistana para disputar o governo paulista e de João Dória (PSDB) em 2018 que repetiu o gesto de Serra, deixando Bruno Covas no lugar, que foi reeleito em 2018 e faleceu em 2021. Em seu lugar assumiu o vice governador Ricardo Nunes (MDB). Agora Dória pode renunciar ao Governo paulista e tentar o Palácio do Planalto.

DEPUTADOS EM AÇÃO: Amarildo Cruz (PT): requer a exclusão do ICMS da bandeira vermelha nas contas de luz; atento ao programa de vacinação contra o Covid. Neno Razuk (PTB): Pede à Agepan o adiamento do reajuste da conta de água pela Sanesul; quer posto de policiamento indígena da Funai em Amambai; pede criação de programa de atendimento multiprofissional a autistas. Antônio Vaz (Rep): aprovada em 1ª. discussão projeto contra violência animal nos condomínios; pede construção de pista de atletismo na escola estadual de Corguinho. Lídio Lopes (Patriota) : pede poço artesiano para o povoado de Sapé (Douradina), recuperação de trecho da MS-379; asfalto na MS 270 entre Itaporã e Placa do Abadio. 

É ESPERAR... Na mídia e nas redes sociais, esquerda e liberais apoiam a postura do governador Eduardo Leite (PSDB) ao assumir que é gay. Do outro lado - o ceticismo crítico. O anúncio mescla coragem rara e o natural oportunismo em tentar quebrar esse paradigma social. Mas Leite só girou a chave, desatou o 1º nó, venceu o 1º degrau nesta empreitada.

1-FAMÍLIAS & PODER: Resistem no MT. Exemplo da ‘Família Campos’. Júlio Domingos de Campos – ‘sr. Fiote’, foi vereador e prefeito duas vezes de Várzea Grande. Os filhos Júlio e Jaime idem. Júlio: deputado federal 3 vezes, governador, senador e conselheiro do T. Contas. Jaime: prefeito por 3 mandatos, governador e está no 2º mandato no Senado. O outro filho do ‘seo Fiote’, Benedito Paulo, foi Secretário de Estado e prefeito de Jangada, próximo a Várzea Grande. Marcia Campos, filha do patriarca Campos foi vereadora em Cuiabá.

2-FAMÍLIA & PODER: No MS só a ‘Família Trad’ cresceu. Nelson Trad foi vereador 4 vezes e vice prefeito da capital; deputado estadual, Secretário de Justiça e deputado federal. O irmão Ricardo Trad - Secretário da Indústria e Comércio. Os filhos: Nelsinho Trad, vereador, deputado estadual, prefeito da capital duas vezes, é senador. Marcos Trad vereador, deputado estadual e é prefeito reeleito da capital. Fabio Trad está no 2º mandato na Câmara Federal. O neto Otávio Trad cumpre o 3º mandato na Câmara de Campo Grande. Antonieta Trad (ex-nora) foi deputada estadual.

MUDANÇAS: Lá atrás era comum famílias liderando o poder político. Mas com a criação do Estado de MS definharam por falta de sucessores e pelas transformações sociais ocorridas naturalmente. Casos das famílias Coelho e Barbosa Martins que perderam o espaço e a representação. Também no interior os clãs políticos sucumbiram aos ventos da renovação inevitável.

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