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Deputado Barbosinha lamenta descaso e abandono da saúde indígena de Dourados em debate na ALEMS

deputado Barbosinha (DEM-MS) ©DIVULGAÇÃO
A situação de abandono da saúde indígena de Dourados foi tema de pronunciamento do deputado Barbosinha (DEM-MS) durante a sessão desta quarta-feira (5). O parlamentar disse que representantes das comunidades indígenas Guarani, Kaiowá e Terena, atendidos pelo Polo Base de Saúde Indígena de Dourados, fazem, pelo segundo dia consecutivo, a ocupação no Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) de forma pacífica e ordeira para denunciar várias situações de total desamparo à comunidade.

O parlamentar lamentou a situação enfrentada pelos mais de 17 mil indígenas que vivem hoje na maior reserva do Mato Grosso do Sul e uma das maiores aldeias urbanas do Brasil.

Barbosinha lembrou que a situação vivida pelos índios é de total abandono e que o sucateamento da reserva está diretamente relacionado à falta de planejamento, organização e gestão por parte da chefia local da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) e da Funai (Fundação Nacional do Índio).

Com a chegada da pandemia do coronavírus à reserva os indígenas viram a situação se agravar ainda mais nos últimos 12 meses, segundo documento recebido pelo deputado dos representantes do Movimento Indígena que está ocupando o Polo Base de Dourados, datado de 4 de maio de 2021.

“Os povos indígenas têm convivido com demissões de funcionários que tinham funções estratégicas nas articulações e execução das ações dentro das comunidades. Tem faltado medicamentos básicos para os principais problemas de saúde e até mesmo medicamentos de uso continuo de pressão alta e diabetes para centenas de pacientes cadastrado nos programas de atenção básica dentro da reserva. As unidades de saúde continuam em péssimo estado de conservação, as estruturas são precárias e insalubres, com iluminação péssima e sem ventilação adequada” descreveu o deputado.

No local, os indígenas ainda convivem com a falta de logística para o deslocamento das equipes até às aldeias, bem como, falta de insumos e Equipamentos de Proteção Individuais para os profissionais de saúde atenderem adequadamente a população indígena.

Barbosinha chamou a atenção das autoridades locais, estaduais, nacionais e da mídia alertando que no mês de junho de 2017 foi noticiado na imprensa local e no site da Prefeitura de Dourados uma reportagem com o seguinte tema: “Brasil Sorridente” presente nas aldeias de Dourados – que mostrava a entrega de três unidades móveis odontológica e material médico-hospitalar para atendimento nas aldeias de Dourados.

“Hoje a realidade desses irmãos indígenas é bem diferente. O documento que recebemos mostra que esses veículos estão abandonados na sede do Polo Base, consumidos pelo mato. Um verdadeiro cemitério de veículos. Os indígenas estão sendo atendidos em baixo de árvores, de maneira improvisada em face do descaso da Funai e da Sesai”, reforçou o deputado.

Essa inércia das autoridades competentes levou o Conselho Local de Saúde Indígena e membros do Conselho Distrital de Saúde a denunciar o descaso com a saúde dos povos indígenas e cobrar providencias administrativas e de responsabilização da situação atual.

“Vale lembrar que esses Conselhos, juntamente com outras lideranças, são instâncias legítimas e legalmente constituídos para representar a população”, explicou o deputado.

O receio da comunidade, segundo o deputado Barbosinha, é de que o caos vivido em 2004 quando Dourados foi manchete internacional e referência nacional negativa, em função da desnutrição infantil se repita. À época dezenas de famílias perderam seus entes queridos.

ASSECOM

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