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PANDEMIA| Câmara pede inserção de jornalista em grupo prioritário de vacinação

Prefeitura e governo apoiam ideia e estão analisando enquadramento legal

O vereador Carlos Augusto Borges, presidente da Câmara de Vereadores
O presidente da Câmara de Vereadores de Campo Grande, Carlos Augusto Borges (PSB), vai apresentar nesta quarta-feira (6) requerimento para inserção de jornalistas no grupo prioritário da vacinação contra a covid-19. A atividade desempenhada pela categoria é considerada essencial em decreto federal.

A iniciativa já tem aprovação do prefeito Marquinhos Trad (PSD) e aval do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), assim como do secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende. A lógica usada é semelhante à que garantiu a vacinação dos integrantes das forças de segurança, iniciada semana passada para quem tem mais de 41 anos.

Segundo a reportagem apurou, está sendo avaliado o enquadramento legal da medida em relação ao programa nacional de vacinação.

O presidente da Câmara comentou que as mortes recentes de jornalistas e os casos de contágio tornados públicos chama a atenção. Por serem na linha de frente no processo de orientar a população, o parlamentar considera a demanda justa.

Na comunicação aos colegas, "Carlão", como é chamado, cita o fato de os trabalhadores estarem o tempo todo nas ruas, comunicando a população sobre tudo, em tempo real, e portanto, convivendo com a possibilidade de se contaminar.

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso do Sul já havia solicitado a inclusão da categoria nas prioridades para imunização, considerando a exposição dos trabalhadores da informação ao contágio pelo novo coronavírus.

Com esse objetivo, ofício apresentado às autoridades municipais cita que o trabalho da imprensa é classificado como essencial em decreto federal de março do ano passado. Além disso, há o relato das perdas vividas pela classe para a pandemia de covid 19.

Conforme o texto, foram pelo menos seis mortes nos últimos meses só em Campo Grande. É lembrada, ainda, a situação vivida pela jornalista Suzan Benitez, que em menos de 10 dias viu a mãe, o irmão e o pai serem levados pela covid-19. “Foi devastador”, resume a entidade sindical.

“Não bastassem esses fatos, os profissionais têm sido atacados por extremistas contrários às regras sanitárias que, sem o uso de máscaras, se aproximam dos repórteres para xingá-los, podendo estes serem contaminados”, prossegue o documento.

Conforme a informação do ofício, em Campo Grande são cerca de 500 jornalistas. Se a vacinação dessa categoria for aprovada, a forma de identificação sugerida é por meio dos crachás das empresas, contrato de trabalho ou ainda carteira da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas).

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS
Por Marta Ferreira

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