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CAPITAL| Conveniências funcionam durante o toque de recolher

Apesar de a maioria respeitar, ainda há comerciantes que desrespeitam norma

Conveniência estava aberta mesmo após o horário determinado por decreto ©Rodrigo Almeida
Algumas pessoas em Campo Grande parecem não se preocupar com o aumento de casos de Covid-19 no Estado e na Capital. 

Mesmo com os números crescentes da doença e a lotação nos hospitais da cidade, principais revendedoras de bebidas foram flagradas na quarta-feira (2) e na quinta-feira (3) comercializando em lugares distintos da cidade após o horário permitido.

A reportagem passou pelas ruas da Capital para conferir se o toque de recolher estava sendo cumprido. 

Instituído no dia 25 de novembro, após a cidade registrar aumento nos casos de Covid-19, o decreto municipal estabelece que o comércio em geral deve estar fechado entre 0h e 5h todos os dias. Infelizmente, não foi isso que a reportagem viu durante as rondas feitas nesta semana.

Foi possível flagrar ao menos três estabelecimentos descumprindo as regras. Em um deles, localizado na região norte da cidade, foi possível comprar bebidas por volta de 1h15min da manhã desta sexta-feira.

Durante o tempo em que a reportagem ficou no local, foi possível ver pessoas chegando e saindo como se a vida estivesse normal. 

Outras curtiam na via mesmo, como se o toque de recolher não existisse. Para despistar a fiscalização, um dos comerciantes trabalhava sem disponibilizar recibos.

Outro problema constatado são os carrinhos de lanches, que assim como a conveniência vizinha continuaram atendendo clientes madrugada adentro, e não apenas por serviço de entregas em domicílio, como diz a normativa.

Não bastasse tudo isso, o uso de máscaras era completamente inexistente. Pessoas entravam e chegavam às lojas sem preocupação nenhuma com as normas de biossegurança. 

É bom frisar que o decreto reforça a necessidade de as pessoas só saírem de casa em situações extremamente necessárias durante o período de reclusão.

Em outro estabelecimento da região central da cidade, a Guarda Municipal teve de intervir para dissipar a aglomeração. Neste não foi possível fazer compras. 

Um dos seguranças informava que apenas pelo aplicativo seriam aceitos pedidos. Nas redondezas, no entanto, formavam-se várias rodinhas de consumidores, também em total desrespeito ao decreto.

FISCALIZAÇÃO

Segundo a Vigilância Sanitária municipal, foram atendidas ocorrências em 62 locais e 5 reclamações foram verificadas. A equipe de fiscalização visa vistoriar as irregularidades quanto às medidas de biossegurança. 

Nas últimas semanas, o prefeito Marcos Trad (PSD) fez uma reunião com os grandes promotores de festas e eventos de Campo Grande, na tentativa de achar alternativas para a paralisação das atividades. 

Desses empresários, a prefeitura ouviu que as determinações tomadas para a diminuição de casos seriam respeitadas. 

Desde o fechamento do polo de combate à Covid-19 no Parque Ayrton Senna, no fim de setembro, os testes passaram a ser direcionados ao Disk Covid, serviço de atendimento do Corpo de Bombeiros responsável por direcionar atendimentos e sanar dúvidas. 

No último mês, o serviço teve o maior fluxo de atendimentos desde a implantação do sistema.

Nesta sexta-feira, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) divulgou que os leitos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) estão praticamente lotados em Campo Grande e que deve haver contratação de mais 60 leitos nos próximos dias para atender à crescente demanda de internações.

BOLETIM

Mato Grosso do Sul registrou 1.197 casos novos e 14 mortes no boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). Há 532 pessoas internadas em todo o Estado, das quais 328 em leitos clínicos e 204 em leitos de UTI.

Dos dados desta sexta-feira, Campo Grande foi responsável por 601 novos casos; Dourados, 74; Corumbá, 52; Maracaju, 51; Amambaí, 33; Ponta Porã, 24; e Anastácio; 22. Das mortes, 8 foram em Campo Grande, 3 em Dourados e 1 em Sete Quedas, Corumbá e Ladário.

Fonte: CE
Por: Rodrigo Almeida

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