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“Precisamos parar as aglomerações ontem”, alerta secretária-adjunta de saúde

Médicos recomendam o cancelamento de festas de Natal e Ano Novo para que famílias não passem pelo pior

Carro de funerária no Hospital Regional busca corpos de vítimas da covid ©Marcos Maluf / Arquivo
Prestes a bater 100 mil casos de covid-19 registrados no Estado, conter a aglomeração tem sido a principal tarefa de especialistas em saúde. Em um áudio que circula no WhatsApp, infectologista alerta sobre as festas de Natal e Ano Novo. “Se vocês acharem que deve, cancelem as reuniões familiares de fim de ano”, diz.

A um mês das datas comemorativas, o que se vê hoje é o aumento expressivo no número de casos e consequentemente de pessoas que precisam de um leito, seja ele clínico ou de UTI (Unidade de Tratamento Intensivo). O boletim epidemiológico publicado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) hoje confirma isso. Segundo os dados, de um domingo para outro, o aumento na quantidade de internações foi de 59% - de 291 na semana passada para 464.

Na mesma mão de alerta para a gravidade da situação, o fundador e ex-presidente da Anvisa e também médico sanitarista, Gonzalo Vecina, falou sobre as comemorações do próximo mês, ao site Brasil de Fato nesta semana.

"Se quiser ter Natal em 2021, não vá a festas neste ano", afirma.

“Temos que entender a gravidade do desastre que está acontecendo e reagir”, completou Vecina, médico sanitarista, ao Brasil de Fato.
Secretária-adjunta de Saúde, Christinne Maymone, durante entrevista ao Campo Grande News na semana passada ©Paulo Francis/Arquivo
Questionada sobre as festividades de fim de ano, a secretária-adjunta de Saúde, Christinne Maymone, é mais comedida, diz que as festas estão longe, mas que medidas urgentes precisam ser tomadas.

“Precisamos parar as aglomerações ontem. [...] Só há um jeito: distanciamento social”, alertou Maymone.

Dentro de duas semanas, entre os dias 16 e 29 de novembro, o número de casos registrados passou de 10 mil em Mato Grosso do Sul. No mesmo período de dias, entre 2 e 16 do mesmo mês, foram 5.051 mil. A quantidade de casos positivos mais que dobrou, conforme dados de boletins epidemiológicos do Estado. Com esses dados, é possível ver com clareza a curva ascendente que Mato Grosso do Sul passa. 

Fonte: CAMPO GRANDE NEWS
Por Marcos Rivany

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