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Você sabia? Nem toda a mulher que tem ovários policísticos sofre de Síndrome dos Ovários Policísticos

O ginecologista Fernando Guastella esclarece que é possível ter vários cistos no ovário e não apresentar a síndrome, que se caracteriza por aumento de hormônios masculinos e menstruação irregular crônica, entre outros sintomas

©REPRODUÇÃO
Muitas mulheres ao realizarem um ultrassom e constatarem que têm ovários policísticos, ou seja, diversos cistos no ovário, ficam preocupadas se a descoberta é grave e pode ocasionar problemas. Na maior parte, os cistos não causam nenhum sintoma. Mas, em alguns casos, pode ocorrer a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).

A SOP é uma doença que atinge 10% das mulheres em idade fértil. Seu diagnóstico é definido quando existem pelo menos dois entre três manifestações: excesso de hormônio masculino, anovulação crônica (irregularidade menstrual) e ovários policísticos diagnosticados em ultrassom.

“A maior parte das mulheres que têm ovário policístico não desenvolvem a síndrome. O que a gente chama de cisto, na verdade, são folículos nos ovários que não progrediram a ponto de liberar os óvulos femininos. Uma manifestação fisiológica normal. Mulheres jovens, por exemplo, com frequência têm vários pequenos cistos no ovário, o aspecto policístico, mas não têm a síndrome. Portanto, se esta mulher não tem menstruação irregular crônica e não apresenta excesso de hormônio masculino, mas tem ovário policístico diagnosticado no ultrassom, ela não tem a síndrome”, explica o ginecologista Fernando Guastella.

Sintomas

Os principais sintomas da SOP são excesso de pelos, aparecimento de espinhas e acne, oleosidade na pele e menstruação irregular. 

Outro sintoma pode ser a dificuldade para engravidar. Não menstruar mensalmente significa que a mulher não está ovulando todos os meses e, por isso, é comum que mulheres com a Síndrome dos ovários Policísticos apresentem infertilidade. “A síndrome não impossibilita a gestação, ela dificulta. Mas, com o tratamento adequado, a gravidez costuma ocorrer. Geralmente o tratamento é de baixa complexidade como coito programado ou inseminação intrauterina”, explica Guastella.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença é feito por meio de análise clínica e exames complementares, como avaliação hormonal e ultrassom transvaginal.

E o tratamento varia. A SOP é muito comum em mulheres com sobrepeso e resistência à insulina. Nesses casos, a mudança de estilo de vida, com uma dieta saudável, perda de peso e atividade física, é muito importante para a regularização dos hormônios e do ciclo menstrual. Também pode ser indicado um medicamento para diminuir a resistência à insulina.

Há casos de SOP em que o ideal é o tratamento hormonal. “O tratamento tem como função equilibrar os hormônios, o que diminui os sintomas, regula o ciclo menstrual e protege o endométrio”, afirma o ginecologista. Segundo Guastella, mulheres que não menstruam todos os meses correm mais risco de desenvolver câncer de endométrio. “As mulheres com SOP precisam voltar a menstruar. Muitas conseguem isso apenas com mudanças no estilo de vida, outras não. Neste caso, ela precisará de hormônio para proteger o endométrio, e também para controlar o excesso de produção androgênica”.
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