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Fogo destruiu no Pantanal em 2020 o equivalente a 8 vezes o tamanho da cidade de São Paulo, diz Ibama

O Ibama aponta que a área do bioma atingida pelo fogo neste ano já é quatro vezes maior do que a extensão afetada no ano passado, que chegou a aproximadamente 300 mil hectares.

Fogo já destruiu extensa área de vegetação nativa na região da Serra do Amolar, em mato Grosso do Sul ©IHP/Divulgação
Os incêndios florestas destruíram em 2020 no Pantanal de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, 1,250 milhão de hectares, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A área, é oito vezes maior do que o tamanho da cidade de São Paulo, que tem aproximadamente 152 mil hectares (segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE).

O Ibama aponta que a área do bioma atingida pelo fogo neste ano já é quatro vezes maior do que a extensão afetada no ano passado, que chegou a aproximadamente 300 mil hectares.

Segundo o órgão ambiental, com o aumento da incidência de incêndios na região norte do Pantanal, em Mato Grosso, atingindo a região de Porto Jofre, em Poconé, a operação que estava concentrada em Mato Grosso do Sul, nas cidades de Corumbá e Ladário, foi dividida para atender também o estado vizinho.

Em Mato Grosso do Sul, o Ibama, por meio do Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), está priorizando o combate aos focos na região da Serra do Amolar e da estrada Parque (MS-228/MS-184). Até uma ponte de madeira foi destruída pelo fogo na estrada Parque.
Ponte em chamas no Pantanal de MS ©Marcos Rogério
Na Serra do Amolar há duas frentes de combate, envolvendo brigadistas, bombeiros e moradores da região. O deslocamento até a região foi realizado com o apoio de helicóptero do Exército. Estão sendo utilizados equipamentos e ferramentas manuais, bem como motobombas com mangueiras para lançamento de água nas chamas.

Neste sábado (8), bombeiros conseguiram controlar um foco de grandes proporções na região da Nhecolândia. Apesar do intenso combate, durante três dias, no entanto, o fogo consumiu mais de dois mil hectares de duas fazendas.

Nove bombeiros atuam no trabalho de campo para debelar as chamas, com o apoio dos peões e maquinários das fazendas. O acesso por terra, via MS-228 (Curva do Leque) e estradas boiadeiras, contribuiu para uma ação mais rápida, informou o tenente-coronel bombeiro Frederick Caldeira, que coordena as operações antifogo do Corpo de Bombeiros em Corumbá.

Além das equipes que estão combatendo os focos de calor na Nhecolância e na Serra do Amolar, onde nove bombeiros atuam ao lado dos brigadistas do PrevFogo para controlar os incêndios na beira do Rio Paraguai e da morraria, o Corpo de Bombeiros mantém dez homens e quatro viaturas para atender casos emergenciais no entorno de Corumbá.

Por G1 MS
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