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PANDEMIA| Epicentro da covid, frigorífico de Guia Lopes retoma abates no município

Indústria diz cumprir medidas de biossegurança e voltou a operar após 15 dias de suspensão por causa do coronavírus

Frigorífico de Guia Lopes voltou hoje com metade do pessoal em atividade ©O Pantaneiro
Principal fonte de emprego de Guia Lopes da Laguna e também o epicentro dos casos de coronavírus, o frigorífico Brasil Global, voltou hoje a operar no município que tem 119 casos da doença confirmados. O número coloca a cidade com a maior taxa de incidência da Covid-19 no Estado.

O frigorífico abatia cerca de 400 animais por dia, antes da pandemia, e estava paralisado desde o dia 7 de maio quando funcionários da empresa testaram positivo para o coronavírus.  De acordo com informações do Jornal O Pantaneiro, a empresa e locais de circulação de funcionários passaram por desinfecção, para maior segurança de todos os trabalhadores. Também os abates de bovinos diários foram reduzidos pela metade, ou seja 200 cabeças, aproximadamente.

Durante o período de suspensão de atividades a empresa informou que todos os funcionários foram pagos normalmente. Já o prejuízo calculado por conta da paralisação ficou em R$ 15 milhões.

A administração municipal acredita que 90% da população teve contato com pessoas que trabalhavam dentro do frigorífico, por isso determinou ações de prevenção para o retorno das atividades. Esse acordo de segurança sanitária foi cumprido e por isso haverá a reabertura a empresa.

No último dia 7, após as primeiras confirmações de contaminação de funcionários da empresa, a prefeitura decretou o lockdown no município, vetando alguns serviços. Só era permitido o acesso de ambulâncias, caminhões, veículos com profissionais de saúdes ou serviços essenciais.

A reportagem ligou para a administração do frigorifico e tentou falar com o proprietário. No entanto ele não se encontrava na empresa.

Fiscalização - A escalada de infecções pelo novo coronavírus entre funcionários de frigoríficos do Estado chamou a atenção do MPT (Ministério Público do Trabalho), que em abril alertou para essa possibilidade de disseminação descontrolada.

Além de compartilhar espaços com dezenas de colegas em todos os setores da produção, o funcionário também divide ônibus para ir e voltar do trabalho e nem sempre mora no mesmo município onde cumpre jornada, o que aumenta o risco do vírus se proliferar pela região.

No início da pandemia, o MPT notificou 31 indústrias para que seguissem recomendação específica sobre práticas sanitárias, contra a disseminação da covid-19, tanto em relação aos empregados diretamente contratados, quanto aos demais prestadores de serviços internos e externos.


Por Rosana Siqueira 
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