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FRONTEIRA| Paraguaio acorrentado em poste não tem coronavírus

Exame foi feito nesta tarde em Elbio López e outras três pessoas que estão com ele em hotel e todas as amostras deram negativo

Elbio López recebeu resultado de exame do secretário de Saúde de Ponta Porã Patrick Derzi ©Marcelino Nunes
O paraguaio Elbio López, que desde a manhã desta terça-feira (12) está acorrentado a um poste da rede elétrica na rua que divide Ponta Porã de Pedro Juan Caballero, não tem coronavírus. As três pessoas que estão com ele no hotel em frente ao local do protesto também não foram infectadas, mostram exames feitos hoje pela Secretaria de Saúde de Ponta Porã.

Impedido de regressar a seu país por causa da quarentena decretada há dois meses em decorrência da pandemia, Elbio López se acorrentou no poste do canteiro da avenida que separa os dois países. Ele afirma que está há dois meses em Mato Grosso do Sul trabalhando, mas decidiu regressar ao Paraguai para se submeter à quarentena antes de ir para casa.

Entretanto, López não recebeu autorização para cruzar a fronteira. Em protesto, se acorrentou ao poste embaixo de chuva e prometeu fazer greve de fome se a situação não for resolvida. O vereador Marcelino Nunes (PDT), que acompanha o caso, disse que autoridades sanitárias do outro lado da fronteira aguardam autorização da imigração Paraguai para permitir a entrada de Elbio López.

Nesta tarde, o secretário de Saúde de Ponta Porã Patrick Derzi e equipe da Vigilância Epidemiológica foram ao local para acompanhar o caso. López soltou a corrente e foi ao hotel para ser coletado material para exame de coronavírus. As outras três pessoas que estão com ele no hotel também foram examinadas.

Depois, o paraguaio voltou a se acorrentar ao poste. Ele promete ficar no local até ser autorizado pelo governo de seu país a regressar ao Paraguai. O resultado do exame foi entregue a ele no local do protesto pelo secretário de Saúde.

Crise política - A presença de trabalhador acorrentado ao poste na linha internacional gerou nova crise política entre o governo do presidente Mario Abdo Benítez e seus opositores. Nesta tarde, o deputado nacional Robert Acevedo foi até o local e atacou autoridades sanitárias de seu país, a quem chamou de “sem-vergonha” por não permitirem o acesso do cidadão ao mesmo tempo em que empresários e contrabandistas cruzam de um lado ao outro da fronteira a qualquer momento.

Robert Acevedo é irmão do prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, que domingo cruzou a fronteira para visitar parentes em Ponta Porã, contrariando o decreto nacional de quarentena no país. Como resultado, o prefeito foi levado ontem para um quartel do exército a 220 km de Pedro Juan, onde vai ficar 14 dias em quarentena. 

Por Helio de Freitas, de Dourados - CAMPO GRANDE NEWS
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