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Boeing desiste de acordo para comprar negócio de jatos regionais da Embraer

Aeronaves da Embraer e da Boeing lado a lado durante exibição em Paris, na França ©Pascal Rossignol - 16.jun.2017/ Reuters
A Boeing anunciou neste sábado (25) que desistiu do acordo para comprar o negócio de jatos regionais da Embraer.

Em comunicado publicado em seu site, a gigante americana do setor de aviação afirmou que rescindiu seu Contrato Principal de Transação (MTA, em inglês) com a Embraer, sob o qual as duas empresas estabeleceriam um novo nível de parceria estratégica.

Os termos e condições aprovados em 17 de dezembro de 2018 definiram a criação de uma joint venture (Boeing Brasil Commercial) contemplando ativos do segmento de Aviação Comercial da Embraer e serviços relacionados (segmento de Serviços & Suporte) com 80% de participação da Boeing e 20% da Embraer.

As empresas planejavam criar também uma segunda joint venture para desenvolver novos mercados para as aeronaves C-390 Millennium de transporte aéreo e mobilidade aérea, Agora, manterão apenas um contrato, assinado em 2012 e ampliado em 2016, para comercializar e dar suporte em conjunto para essas aeronaves militares.

De acordo com o MTA, a sexta-feira (24) era o último dia para as empresas chegarem a um acordo. “[O prazo poderia ser ampliado], mas a Boeing exerceu seu direito de rescisão depois que a Embraer não satisfez as condições necessárias”, diz a nota da empresa.

"A Boeing trabalhou diligentemente ao longo de mais de dois anos para finalizar sua transação com a Embraer. Nos últimos meses, tivemos negociações produtivas, mas sem sucesso, sobre condições insatisfatórias do MTA. Todos pretendíamos resolvê-los até a data inicial de término, mas isso não aconteceu.", disse Marc Allen, presidente da Embraer Partnership & Group Operations.

"É profundamente decepcionante. Mas chegamos a um ponto em que uma negociação continuada no âmbito do MTA não resolverá os problemas pendentes", completou Allen.

Em 10 de janeiro de 2019, o governo brasileiro informou que não exerceria seu direito de veto no negócio das duas empresas. A parceria entre Boeing e Embraer recebeu aprovação incondicional de todas as autoridades reguladoras necessárias, com exceção da Comissão Europeia, que havia determinado o dia 7 de agosto como data final para se posicionar acerca do negócio.

Do CNN Brasil Business, em São Paulo
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