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Intercâmbio de experiências internacional é realizado no Pantanal

Evento ocorreu nas instalações da Embrapa Pantanal em Corumbá ©Raquel Brunelli d´Avila
Durante três dias, um grupo formado por pesquisadores, autoridades políticas, representantes de instituições de transferência, técnicos, diretores de centros de pesquisa do Brasil e da Bolívia estiveram reunidos no auditório da Embrapa Pantanal (Corumbá/MS) para a realização do “1º Intercâmbio de Experiências internacional Brasil – Bolívia : Transferência de Tecnologias, Extensão Rural, Negócios e Inovação: Da Pesquisa à Produção, realizado pela Embrapa em Parceria com a WWF- Brasil e WWF- Bolívia , de 4 a 6 de março.

O Chefe Geral da Embrapa Pantanal, Jorge Ferreira de Lara, explica que, ao longo dos anos de experiência, constatamos que é possível alcançar o maior número de pessoas por meio de convênios e ações de transferência de tecnologia junto a outras instituições: “Buscamos reunir os vários atores da transferência de tecnologia com ações na região do Pantanal: Famasul, Famato, Agraer, instituições de transferência da Bolívia, a WWF; para um momento de trocas de experiências e, a partir deste intercâmbio, realizar uma ação macro já envolvendo os pesquisadores do centro de modo que que eles encontrem um ambiente de transferência de tecnologia que amplifique os resultados obtidos no centro”, detalhou.

“Paralelamente a isso, nós estamos avaliando, juntamente com a equipe da Secretaria de Inovação e Negócios SIN, que enviou seu representante para acompanhar o evento e verificar de que forma podemos inserir as questões fronteiriças e a relação bilateral Brasil – Bolívia na programação da Empresa: traçar um plano de cooperação entre os dois países, onde a Embrapa Pantanal atuaria como o catalisador para as ações desenvolvidas”, explicou Jorge.

A analista de conservação da WWF- Brasil, Flávia Accetturi Szukala Araujo conta que “com o apoio da União Europeia, por meio do Projeto Pasos, trabalhamos por um modelo de desenvolvimento sustentável para o Pantanal que seja compartilhado por Brasil, Bolívia e Paraguai. Para isso, apoiamos intercâmbios entre os países que compartilham este bioma. Essa experiência permitiu aos participantes conhecer o sistema de extensão rural agropecuária em cada país e assim fortalecer, com trocas de informações e tecnologias, as instituições para uma gestão do território considerando a sustentabilidade da biodiversidade transfronteiriça do Pantanal. A importância deste intercâmbio para o WWF é o fortalecimento das instituições ligadas ao sistema de extensão rural agropecuária para uma gestão desta região”, concluiu Flávia.

A programação contou com apresentações de diversos cases de sucesso em transferência apresentados pelos representantes da Agraer/MS, Senar/MS, Senar MT, UFMS, além das explanações institucionais da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa, da Unidade de Corumbá, da WWF-Brasil e WWF Bolívia. Na programação os representantes da Bolívia apresentaram as atividades desenvolvidas na Secretaria de Desenvolvimento Produtivo – SCZ, na Fundacion de Trabajo e Empresa- FTE, no Centro de Investigación Agrícola Tropical – Ciat -Bolívia, Sistema de Extensão Rural Agropecuário en Santa Cruz – Sedacruz/BO.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Produtivo de Santa Cruz/BO, Luis Alberto Alpire, esta foi uma oportunidade para discussões de alto nível. “Além de poder conhecer exemplos de sucesso realizados nos dois países, a reunião oportunizou a reflexão e observação dos pontos fracos e onde ainda precisamos crescer, melhorar e se desenvolver. Uma soma de experiências que poderão ser adaptadas e replicadas tanto na Bolívia como no Brasil”, explicou Alpire.

Diretor de Transferência de Tecnologias do Ciat Bolívia Juan Carlos Mejia, apresentou o trabalho desenvolvido ao longo dos 45 anos de existência do centro de pesquisa localizado na cidade de Santa Cruz/ BO. Segundo ele o Ciat possui 45 áreas de atuação, entre elas destacou o pioneirismo nas pesquisas com trigo e arroz, além da pecuária entre outras. “Eventos como estes vem a estreitar ainda mais os laços entre as instituições Bolivianas e Brasileiras e acredito que, por se tratar de países que dividem fronteiras, todos têm a ganhar”, declarou o diretor.

O representante do Sistema Famato, o veterinário Marcos Coelho de Carvalho, durante sua apresentação detalhou funcionamento do sistema, as casas que o compõe e a importância dessa entidade de classe para a agropecuária brasileira. “Temos um modelo construído no Brasil que possibilita, entre diversas outras ações, oferecer treinamentos, capacitações e levar novas tecnologias para o campo, no local onde a demanda é gerada. Por meio do nosso exemplo de sucesso, esperamos poder contribuir com nossos irmãos bolivianos para que eles consigam também expandir a capacitação técnica em seu país”, explicou Marcos. 

ASSECOM/Embrapa Pantanal
Por: Raquel Brunelli d´Avila 
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