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Apesar de mais de 24h foragido, guarda usa as redes sociais para dizer “adeus”

Valtenir Pereira da Silva está com prisão preventiva decretada por morte de ex-mulher e dono da casa onde ela estava em churrasco

O guarda municipal Valtenir Pereira da Silva está foragido ©Reprodução/Facebook
Há mais de 24 horas foragido, o guarda municipal Valtenir Pereira da Silva, 35 anos, fez postagens com mensagens de despedida em seu WhatsApp, na manhã desta segunda-feira, em Campo Grande.

Ele teve prisão preventiva decretada pelo feminicídio da professora Maxelline da Silva dos Santos, 28 anos, sua ex-mulher; e pela morte de Steferson Batista de Souza, dono da casa onde a jovem participava de churrasco, no último domingo. Ele também deixou ferida a namorada de Sterferson, a enfermeira Kamilla Telis, que está internada no Hospital da Unimed, na Capital.

Pessoas que mantêm o número de celular de Valtenir entre os contatos, fizeram cópias das mensagens publicadas em status, em que as postagens duram 24h. Logo em seguida, a conta apareceu como desativada. “Adeus a todos que estiveram comigo. Porque a essa vida, já não pertenço mais”, diz umas das mensagens.

Em outra mensagem, ele se manifesta da seguinte maneira: “Deixo aki meu recado de Adeus a todos...Meus filhos, meus irmãos, meu pai meus companheiros de serviço. O coração e a mente do ser humano mesmo fortalecido não deixa de ser fraco, essa fraqueza que nos leva a cometer atos impensados, o desespero, no leva ao inferno, e oque vc faz não tem volta, se meu destino e o inferno, eu não sei, mas é o que mereço”.

Conforme o presidente do Sindgm-CG (Sindicato dos Guardas Municipais de Campo Grande), Hudson Bonfim, o guarda ainda não procurou a entidade solicitando algum tipo de assessoria jurídica. “Estamos esperando que ele se apresente para saber o que realmente o que aconteceu”, ressaltou.

A Polícia Civil ainda não deu informações sobre o paradeiro do guarda municipal.
Mensagens postada por Valtenir no WhatsApp ©Reprodução/WhatsApp
Medida protetiva

Maxelline havia pedido medida protetiva, uma das ferramentas da Lei Maria da Penha, para que o guarda mantivesse distância dela. A solicitação foi feita em 17 de fevereiro por ameaça e violação de domicílio.

No ano passado, Mato Grosso do Sul teve 31 casos de feminicídio, que traz a faceta cruel de ser um crime de ódio contra o gênero feminino. No comparativo com 2018, a queda foi de apenas 3,1%, quando foram registrados 30 casos.

Mapa da Violência Contra a Mulher 2018, elaborado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, da Câmara dos Deputados, colocava Mato Grosso do Sul entre os quatro do País com maior número de feminicídios noticiados, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Bahia.

Fonte: campograndenews
Por: Tainá Jara

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