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Diretora de Assistência à Saúde da Cassems palestra sobre os custos sociais da violência contra a mulher, nesta sexta-feira (28)

Palestra aborda as consequências sociais da violência de gênero, em uma parceria entre Cassems e Assembleia Legislativa

Na próxima sexta-feira (28), às 10h, acontecerá a palestra “Feminicídio: Os Custos Sociais da Violência contra a Mulher”, no plenário Júlio Maia da Assembleia Legislativa. Com contribuições de Maria Auxiliadora Budib e Luciana Rabelo, o encontro discute os custos e as consequências da violência contra a mulher para aprimorar os serviços e, fazer assim, a prevenção essencial.

O evento é realizado com parceria entre a Cassems, Assembleia Legislativa e Escola do Legislativo. A Caixa dos Servidores possui, inclusive, um protocolo de intenções com a Organização das Nações Unidas (ONU) fechado em 2017, para tornar a Operadora uma referência nacional e internacional na luta. 

Maria Auxiliadora Budib, que além de diretora de Assistência à Saúde da Cassems é médica obstetra e ginecologista, salienta a importância da atenção para a violência de gênero. “A história da Cassems sempre esteve ligada à luta pela garantia dos direitos básicos do cidadão e seguiremos mobilizando a sociedade em torno das discussões e dos avanços necessários, como é o caso da violência contra a mulher”.

A médica ressalta, ainda, que um dos desafios é a subnotificação da violência contra a mulher no país. “A mulher sofre diversos tipos de violência, física, moral, patrimonial, psicológica e muitas vezes se cala. Isso não pode acontecer, ela tem que sentir segurança para denunciar e não admitir esse tipo de violência. Sei que essas discussões trazem muitos frutos e colaboram para o combate à violência e proteção das mulheres em situação de risco que são beneficiárias da Cassems. À cada uma hora e meia, uma mulher é morta no país, a situação é preocupante”.

A promotora de Justiça do Ministério Público, Luciana do Amaral Rabelo, afirma que a violência doméstica é o mal dos dias atuais. “Para enfrentar a violência, precisamos saber identificar os tipos de violência doméstica, como buscar ajuda, saber o que é a rede de atendimento e como acessá-la. Desta forma, poderemos diminuir os índices de violência doméstica e evitar que mais feminicídios ocorram”.

Dados – Um levantamento do Datafolha, de fevereiro de 2019, encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no Brasil mostra que, nos 12 meses anteriores, mostra que 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, enquanto 22 milhões (37,1%) de brasileiras passaram por algum tipo de assédio. Entre os casos de violência, 42% ocorreram no ambiente doméstico. Após sofrer uma violência, mais da metade das mulheres (52%) não denunciou o agressor ou procurou ajuda.

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