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IVINHEMA| Com ajuda do irmão, mulher planejou assassinato do próprio marido

Kelly Francine foi presa nesta manhã durante a Operação Latrodectus. Ela e o irmão pagaram mais de R$ 30 para que o empresário fosse morto 

Organização do crime conforme Polícia Civil
Uma mulher de 28 anos foi presa nesta quinta-feira (21) como a mandante do assassinato do próprio marido, o empresário Jonathan Marcelo Fernandes, de 28 anos, em Ivinhema – a 282 quilômetros de Campo Grande. Ela, o irmão e outros três envolvidos no crime foram alvos da Operação Latrodectus, realizada nesta manhã pela Polícia Civil da cidade. Um dos suspeitos continua foragido.

Jonathan Marcelo foi assassinado com três tiros em frente à sua serralheria por um homem que estava em uma Honda CG 150, de cor vermelha. O crime aconteceu no dia 5 de julho, minutos depois que a vítima chegou ao local, após passar o dia visitando granjas da região de Ivinhema.

Foram seis meses de investigação que chegaram a Kelly Francine Vioto Fialho, de 28 anos, esposa do empresário, como mandante do crime. A mulher, que tinha um filho com a vítima e estava grávida do segundo na época, contou ainda com a ajuda do irmão, Geovane Vioto Fialho, de 25 anos. Juntos, os dois contrataram um amigo, conhecido como “Pikachu”, para organizar o assassinato.

Conforme a polícia, os irmãos ofereceram R$ 30 mil para que “Pikachu” encontrasse o executor do empresário. O escolhido foi Leandro Bazan Cruz Argilero, de 24 anos, que recebeu R$ 10 mil para isso. Com o dinheiro, ele ainda contratou o quinto envolvido, Johnny Alves da Silva, de 22 anos, que por R$ 2,3 mil matou a vítima a tiros.

Ainda segundo a investigação, os irmãos também entregaram a arma usada no crime, que pertencia à própria vítima. Após o homicídio, o revólver foi vendido em um grupo de WhatsApp por R$ 2,3 mil.

A polícia apurou ainda que no dia 5 de julho todas as câmeras da serralheria foram desligadas e os funcionários dispensados mais cedo pela mandante. Segunda a delegada Gabriela Violin o crime foi motivado por ciúmes, já que Jonathan tinha se envolvido com outra mulher. Já o cunhado aceitou participar por não admitir que a vítima deixasse a irmã com duas crianças e arrumasse uma segunda esposa.

“Depois de apurarmos toda a cadeia de distribuição dos R$ 30.000,00 que foram repassados pelos mandantes a título de pagamento pela execução, apuramos também que os dois mandantes arquitetaram um plano para que Johnny, o autor dos disparos, se entregasse sozinho e ocultasse o envolvimento dos outros quatro envolvidos”, detalhou o delegado Caio Henrique de Mello Goto, responsável pelo caso.
Policiais civis durante operação (Foto: Divulgação Polícia Civil)
Para isso, os dois pagaram a Johnny R$ 50 mil para convencê-lo a se entregar. “A mandante afirma expressamente em diálogo com um terceiro, que pelo valor pago para que ele se entregasse, dormir com 200 homens em uma cela não seria problema”, pontuou o Delegado Caio Goto.

Um advogado chegou a marcar a apresentação de Johnny na delegacia na tentativa de atrapalhar as investigações, mas a operação foi realizada horas antes disso acontecer. Em entrevista a assessoria de comunicação da Polícia Civil o delegado explicou que os suspeitos eram monitorados enquanto armavam o plano para despistar a polícia.

“Ainda ontem à tarde monitoramos que a mandante Kelly se reuniu com familiares de um dos envolvidos, em uma granja na área rural, para combinar o discurso que todos deveriam falar em depoimento, a fim de que as informações estivessem de acordo com o que o executor diria ao se entregar”, detalhou Goto.

Para garantir o silêncio do assassino, Kelly arcava com as despesas do advogado e chegou a dar um carro para a família de Johnny, que até então não tinha nenhum tipo de veículo. A justiça de Ivinhema decretou a prisão preventiva de Kelly, Geovane, Leandro e Johnny Alves da Silva. O cunhado da vítima, no entanto, permanece foragido. Um quinto envolvido está preso temporariamente desde a semana passada.

Os autores irão responder homicídio qualificado e fraude processual qualificada, totalizando uma pena mínima, somada, de 12 anos e 6 meses de reclusão, podendo chegar a 34 anos.

A operação - Latrodectus mactans, remete ao nome científico da aranha popularmente conhecida como viúva-negra.

Fonte: campograndenews
Por: Geisy Garnes
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