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CASO DANIEL| Vítima passava por problemas financeiros e tomava calmantes

Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, de 28 anos, foi presa pelo assassinato de Daniel no dia 21 de novembro

Daniel Nantes Abuchaim foi encontrado morto em uma estrada no Jardim Veraneio©Reprodução Facebook
Familiares e amigos de Daniel Nantes Abuchaim, 46 anos, assassinado em um motel no dia 19 de novembro, relataram à polícia que o ex-superintendente de Gestão de Informações do governo do Estado passava por dificuldades financeiras e por isso tomava calmantes para dormir e fazia uso frequente de bebidas alcoólicas.

Conforme depoimentos prestados à polícia, Daniel era proprietário de uma das maiores peixarias da cidade, mas desde 2016 estava passando por dificuldades financeiras. No ano passado, a situação teria se agravado, e ele precisou tirar os três filhos - de 17, 15 e 12 anos - da escola particular.

Sem ter lucro no comércio, Daniel teria comentado com a família a necessidade de vender uma casa em construção no Residencial Damha, mas não conseguia negociar o terreno por conta das investigações da Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal, onde é acusado de improbidade administrativa.

Toda a situação, segundo a família, estava fazendo com que Daniel precisasse de calmantes para dormir. Os depoimentos também relatam que ele fazia consumo frequente de bebidas alcoólicas e sempre recebia os amigos em casa.

A ex-namorada de Daniel ainda relatou à polícia que em uma conversa dias antes do crime, o ex-superintendente afirmou que a partir do dia 19 de novembro - data em que foi assassinado - “teria uma resposta que mudaria sua situação financeira”. Ela contou ainda que no velório um amigo comentou que Daniel havia conseguido vender o terreno do Damha por R$ 3 milhões, mas reforçou que não sabe se é verdade.

O caso é investigado pela Terceira Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

O crime 

Fernanda Aparecida da Silva Sylvério, de 28 anos, foi presa pelo assassinato de Daniel no dia 21 de novembro. Inicialmente, ela alegou à polícia que havia cometido o crime sozinha, motivada por vingança a um possível assédio cometido por ele à sua namorada. Dias depois ela mudou a versão, afirmou que ele foi morto por um desconhecido e que só assumiu o homicídio após ter sido ameaçada.

Fernanda contou que no dia 19 de novembro foi a casa de Daniel e assim que saíram de lá, pararam em um cruzamento com sinalização de pare. Neste momento um homem armado entrou no banco traseiro do veículo e chamou o empresário pelo nome, aparentando conhecê-lo.

Ela afirmou ainda ter ouvido o “amigo” chamar o desconhecido pelo nome, que acredita ser Marcelo. Após a conversa, o homem passou para o porta-malas e a obrigou a dirigir até o motel no Jardim Noroeste.

Dentro do quarto, Daniel e o suspeito começaram a discutir por uma “dívida de dinheiro e cheques”, segundo Fernanda. Durante a discussão, o assassino teria estrangulado o ex-superintendente com um “golpe com o braço” e colocou uma toalha no rosto dele.

Fernanda afirmou ainda ter percebido que Daniel sangrava após ter sido esfaqueado, mas que não viu o crime acontecer. Toda a cena teria ocorrido dentro do banheiro, de onde o homem foi arrastado pelo suspeito até a garagem e colocado dentro da Pajero TR4 da mulher.

O homem ainda teria ameaçado Fernanda, afirmando que “iria esfaqueá-la da mesma forma caso falasse alguma coisa”. Diante da ameaça, ela voltou ao veículo e deixou o motel com o corpo de Daniel no banco do passageiro e o assassino escondido no banco traseiro. Para a polícia, ela relatou que o suspeito era negro, alto, magro, usava uma touca cobrindo o rosto.

Seguindo as ordens do suspeito, ela afirma que dirigiu até uma estrada no Jardim Veraneio e viu o homem empurrar o corpo de Daniel com o pé. Depois fugiu do local e deixou o assassino em um semáforo na mesma região. Fernanda tentou fugir para Bela Vista. Contudo, horas depois, decidiu voltar à Capital, onde foi presa pela Polícia Civil.

Durante as investigações, a polícia ainda encontrou conversas de Fernanda com Patrick Weslley Fontoura Dias de Lima - irmão de Mayara Fontoura Holsback, assassinada a tesouradas pelo namorado, Roberson Batista da Silva, em setembro de 2016. Ainda conforme os inquérito, o rapaz é um dos suspeitos de participar do crime.

Fonte: campograndenews
Por: Geisy Garnes
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