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'O que temem que eu fale?', diz Lula sobre proibição de entrevista

Perfil do ex-presidente no Instagram usou uma frase escrita pelo petista, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, em julho último, para criticar decisão de Fux

©Ricardo Stuckert / Instituto Lula
O perfil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instagram usou uma frase escrita pelo petista, em artigo publicado na Folha de S. Paulo, no mês de julho último, para criticar a decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o petista de dar entrevista ao mesmo jornal na prisão.

Fux suspendeu, nesta sexta-feira (28), liminar concedida mais cedo por seu colega Ricardo Lewandowski, permitindo que Lula fosse ouvido pela jornalista Mônica Bergamo.

“Parece que não bastou me prender. Querem me calar. Aqueles que não querem que eu fale, o que vocês temem que eu diga?”, diz postagem na rede social do ex-presidente.

Ele está preso desde abril depois de ter sido condenado em segundo grau por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex de Guarujá (SP). A decisão de Fux vai ao plenário para ser ou não referendada.

"Determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral", escreveu Fux.


"Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência", completou, de acordo com informações da Folhapress.

Fux atendeu a um pedido de suspensão de liminar formulado nesta sexta pelo partido Novo, adversário do PT nas eleições. O processo foi registrado para apreciação do presidente da corte por volta das 19h. Fux é vice-presidente do STF.

"A decisão do ministro Fux é o mais grave ato de censura desde o regime militar. É uma bofetada na democracia brasileira. Revela uma visão mesquinha da liberdade de expressão", disse Luís Francisco Carvalho Filho, advogado da Folha de S.Paulo.

NAOM
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