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Alvo de mandado de prisão, pecuarista de apresenta à Polícia Federal

Segundo os depoimentos dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo JBS, Francisco teria emitido R$ 583 mil em notas fiscais frias

De chapéu, Francisco Carlos Freira de Oliveira chega à sede da PF ©Marina Pacheco
Alvo de mandado de prisão temporária expedido para a Operação Vostok, o pecuarista Francisco Carlos Freire de Oliveira se apresentou à PF (Polícia Federal) por volta das 10h15 desta quarta-feira (12).

Conforme a investigação, baseada nas delações premiadas da JBS, ele é um dos envolvidos em esquema de pagamento de propinas a políticos de Mato Grosso do Sul por meio da emissão de notas frias para justificar a compra e venda de gado, o chamado “boi de papel”. Em resumo, o frigorífico pagava pelos bois que não eram entregues e abatidos, uma forma de repassar o dinheiro ilegal para aos beneficiários.

Segundo os depoimentos dos irmãos Wesley e Joesley Batista, donos do grupo JBS, Francisco teria emitido R$ 583 mil em notas fiscais falsas, em 3 de novembro de 2016.

O esquema de emissão comprovantes de venda de “bois de papel” por pecuaristas de Mato Grosso do Sul para a empresa JBS teria somado R$ 33,4 milhões entre 2016 e 2017, conforme as informações entregues pelos delatores à PGR (Procuradoria Geral da República).

O pecuarista chegou à PF em silêncio. Além dele, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM) e o conselheiro do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul), Márcio Monteiro, foram presos.

Vostok 

A operação cumpre 41 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Aquidauana, Dourados, Maracaju, Guia Lopes de Laguna; e Trairão, no Pará. São ao todo 220 policiais federais nas ruas, além dos promotores do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Equipes estiveram na casa do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), no edifício State Garden, na avenida Alvorada, no centro de Campo Grande, e também no apartamento de Rodrigo Azambuja, o filho do chefe do Executivo, que mora em prédio

Vostok é o nome de uma estação de pesquisa russa localizada na Antártida onde já foi registrada uma das menores temperaturas da Terra. Ainda segundo a PF, o nome faz referência às notas fiscais frias utilizadas para a dissimulação dos pagamentos.

Fonte: campograndenews
Por: Anahi Zurutuza e Ricardo Campo Jr.
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