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De olho em novos mercados, governo lança comitê de prevenção da aftosa

Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) assinou decreto que cria o comitê durante solenidade na Famasul

© Leonardo Rocha
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) participou, nesta quarta-feira (29), do lançamento do programa nacional de erradicação da febre aftosa, na Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul). Durante a solenidade, Azambuja assinou decreto que cria o Comitê Estadual de Prevenção e Erradicação da Aftosa. O objetivo principal é tornar Mato Grosso do Sul “área livre” da doença, para que atraia novos mercados para exportação de carne.

O comitê será composto por 17 entidades, incluindo o governo. O objetivo é que, até 2021, o Estado deixe de ter o status “sem aftosa com vacinação” e passe para “aftosa sem vacinação”. O governador explicou que o aumento da vigilância e fiscalização também deve contemplar a passagem de mercadorias e produtos dentro do Estado.

“É fundamental que até 2021 o Estado seja área livre de aftosa e tenha um controle de vigilância acima da média pra que possa avançar não só na saúde, mas também do ponto de vista econômico. Quando passar para o Brasil e para o mundo que tem uma vigilância sanitária muito eficiente, vai abrir novos mercados, inclusive no exterior, e vai ter ganho de renda e lucro para o setor produtivo”, comentou o governador.

Reinaldo destacou que os países estrangeiros considerados protecionistas exigem uma série de critérios de vigilância e fiscalização quando adquirem produtos de fora. Dessa forma, afirmou, se Mato Grosso do Sul estiver “ótimo” nesses quesitos, vai aumentar a renda e melhorar a economia, especialmente na venda de carne.

Além do comitê, foi criado um fundo estadual para erradicação da febre aftosa. O fundo, abastecido com recursos públicos, deve custear ações de emergência do comitê. Um foco de aftosa, por exemplo, deverá ser combatido com recursos do Fundo. O comitê também vai pedir à bancada federal aumento dos recursos do Ministério da Agricultura gastos em defesa sanitária.

Hoje, de acordo com o titular da Semagro (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar), Jaime Verruck, o valor aplicado anualmente pelo Ministério é de R$ 200 milhões. O comitê vai tentar aumento de, ao menos, R$ 150 milhões.

Conforme o secretário, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) já divulgou novas ações que se adequam aos procedimentos de fiscalização pedidos pelo governo federal. Entre ações, a Iagro pretende criar novos postos de fiscalização na fronteira e mudar a forma de fiscalizar produtos e pecuária.

Antes, a área fiscalizada contemplava microrregiões e agora deve ser por quadrante, ou seja, quatro municípios próximos uns dos outros deverão ser fiscalizados. Serão criados mais de 50 postos de vigilância para exercer mais controle sobre a circulação de animais dentro de Mato Grosso do Sul. Além disso, haverá aumento do controle das rotas, por meio de fiscalização eletrônica.

Fonte: campograndenews
Por: Izabela Sanchez e Leonardo Rocha
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