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Postos de combustíveis de MS desrespeitam Ministério do Trabalho e não pagam reajuste

Gilson Sá e José Hélio, lideranças dos frentistas de MS ©Divulgação
Donos de postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul, representados pelo seu sindicato, o Sinpetro/MS, desrespeitaram ontem o Ministério do Trabalho e Emprego, que tentou intermediar uma negociação com os trabalhadores para fechar a Convenção Coletiva de Trabalho 2018/19, que já deveria estar em vigor desde 1º de março. Os empresários não compareceram na audiência marcada pelo MTE às 9h30 e sequer deram satisfação ao órgão, critica o Sinpospetro/MS (sindicato laboral).

“Além de desrespeitar o órgão público federal, os donos de postos do Estado desrespeitam também os trabalhadores dos mais de 500 postos de combustíveis espalhados por todo Estado. Desrespeitam também suas famílias”, criticou José Hélio da Silva, presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo de Mato Grosso do Sul (Sinpospetro).

Os empresários, segundo José Hélio, se recusam sequer a repassar o percentual referente às perdas para a inflação no acumulado dos 12 meses que antecedem a data base. “Sabemos que os postos de combustíveis têm recebido grandes faturamentos porque o consumo não cai. Pelo contrário, cresce a cada dia não só em Mato Grosso do Sul, mas em todo o Brasil”, informa José Hélio. Ele explica que na página da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás natural e Biocombustíveis) estão todos os dados do grande volume de combustíveis vendidos pelos postos de MS, inclusive os valores de compra das distribuidoras.

O Sinpospetro considera um desrespeito dos empresários donos de postos de combustíveis de MS, não reconhecer financeiramente o trabalho de seus empregados, que são grandes responsáveis pelos faturamentos das empresas. O presidente do Sindicato dos Empregados em Postos de Combustíveis de Dourados e Região, Gilson da Silva Sá também criticou a postura dos donos de postos e disse que essa política egoísta, de ganhar sem repartir, precisa acabar no Brasil para que as famílias tenham mais qualidade de vida. Ele também reforçou que os números da ANP derrubam qualquer argumento de empresário que alegue prejuízo com a venda de combustível em qualquer região do Estado.

José Hélio da Silva disse que já acionou a assessoria jurídica do Sinpospetro/MS para decidir as providências que serão tomadas pela entidade diante da recusa dos empresários de sentar e discutir as reivindicações dos trabalhadores para fechamento da CCT 2018/19. 

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